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quarta-feira, 6 de julho de 2011

As belezas do meu lugar
José Ricardo da Silva (aluno do 8º ano A)

Lá onde eu vivo
A lição é uma só,
Obedecer papai  e mamãe,
Dar carinho pra vovó!

Lá onde eu vivo,
A lua é mais bela,
Juntinho com as estrelas,
Clareando minha janela.

Lá onde eu vivo,
A água é bem branquinha,
Pra que ela não falte,
Sempre planto um mudinha.

Lá onde eu vivo,
O serviço não tem idade,
Dali tiramos o alimento,
E levamos pra cidade.

Lá onde eu vivo,
Já se fala de saudade,
Das mocinhas e mocinhos,
Que já foram pra cidade.

Lá onde eu vivo,
Tem tristeza e alegria,
Tem sempre o romântico,
Que faz poesia.
NOTA: Este poema de José Ricardo foi vencedor  da etapa municipal das Olimpíadas de Língua Portuguesa, pela E. M. do Quilombo, quando cursava o 5º ano do Ensino Fundamental. 



sábado, 2 de julho de 2011

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CLASSIFICADOS POÉTICOS     Roseana Murray
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Para ler no final de semana.
São lindos!
As bibliotecárias: Solange - Luzia
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Perdi maleta cheia de nuvens
e de flores,
maleta onde eu carregava
todos os meus amores embrulhados
em neblina.
Perdi essa maleta em alguma esquina
de algum sonho
e desde então eu ando tristonho
sem saber onde por as mãos.
Se andando pelas ruas
você encontrar a tal maleta,
por favor, me avise em pensamento
que eu largo tudo e vou correndo.
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Atenção! Compro gavetas,
compro armários,
cômodas e baús.

Preciso guardar minha infância:
os jogos da amarelinha,
os segredos que me contaram
lá no fundo do quintal.


Preciso guardar minhas lembranças:
as viagens que não fiz,
ciranda, cirandinha
e o gosto de aventura
que havia nas manhãs.


Preciso guardar meus talismãs:
o anel que tu me deste
o amor que tu me tinhas
e as histórias que eu vivi.
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terça-feira, 28 de junho de 2011

O aluno Luiz Fernando Ulisses Alves , do 8º ano B, turno da manhã, ouviu do pai uma história e resolveu contá-la em versos. Vale a pena ler.

Vou contar uma história,
de um cara chamado João
e foi uma moça chamada Rosinha, que roubou seu coração.

Rosinha era menina rica
e João um pobre coitado,
mas era trabalhador honesto,
um cara respeitado.

Foi lá perto do milharal
que João pediu um beijo,
mas Rosinha diz que não.
Ela até tava querendo
mas não deu demonstração.
Disse pra deixar para outro dia,
para as festas de São João.

Passaram então cinco meses
e chegou o esperado dia.
Rosinha estava bonita,
com uma flor parecia.
Mas quando o pai de Rosa veio
perguntando quem queria
mostrar que era bom no laço
e laçar o boi Ventania.
Os vaqueiros amedrontados,
todos eles se escondiam.

Então chamaram João e ele não atendeu,
Rosinha disse meu bem, vá fazer um pedido meu.
Depois de um sorriso amargo
para Rosinha respondeu:
"vou laçar esse boi para te mostrar quem sou eu,
mas depois eu quero o beijo, que você me prometeu".

João mais que depressa no seu cavalo montou,
chorou espora no macho e a laçada ele aprontou.
A laçada foi certeira que o povo se admirou.
Mas João foi infeliz,o cavalo se atrapalhou,
deu uma volta no laço e no seu pescoço enrolou.
Com um pulo que o boi deu sua cabeça decepou.

Trouxeram a cabeça de João
Rosinha nela pegou,
chorando desesperada assim ela falou:
"João lhe prometi um beijo, receba, agora te dou".
Assim termina a história dando prova desse amor,
de Rosinha e João que a morte separou.

quinta-feira, 31 de março de 2011

A biblioteca "Cecília Meireles" inaugura sua participação no blog da escola publicando um poema da autora que dá nome à mesma.
Aprecie!!!!

MOTIVO

Eu canto porque o instante existe
e a vida está completa.
Não sou alegre nem triste:
sou poeta

Irmão das coisas fugidias
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço
___ não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto.E a canção é tudo.
Tem sangue eterno e asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
___ mais nada.